Sugar

Essa é a sensação. De que minha energia está sendo sugada. Que vem aqui para tomar uma parte de minha vitalidade, consumir minha aura. Nesses instantes, sinto-me impotente, fraca. 

Minha mente perde todas as palavras, esvazia-se de tal forma que dissocio-me e torno-me outro ser. Um ser mais moldado, que protege-me desse que suga-me.

E é estranho como faço-o se sentir em casa, reabasteço suas energias. Sou como bomba de combustível em um posto, pronta para dar-lhe o óleo da combustão.

É muito mais místico do que racional. Não há explicação para essas visitas, sem nenhum evento importante. Não é convidado, mas sente como se o convite estivesse sempre feito.

Acho curioso como o contrário não ocorre, como não me sinto nem um pouco à vontade para fazer o mesmo. Porque uma coisa é certa: se eu o fizer, não terei a mesma sensação que ele.

Não sei até que ponto posso dar sem receber. Não sei até que ponto posso ser altruísta.

Vai ver o mundo precise ser assim ou é uma missão interna. Um propósito ao qual sou destinada.


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